BLOG DO PONTÃO

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Pontão De Cultura Guaicuru

27/MAR/2010

MS, Bahia e DF foram opções da Mostra Artística na Teia 2010 Tambores Digitais

Quem passava pelos espaços do Dragão do Mar ontem à noite, pôde presenciar a diversidade que acontecia em todos os cantos do centro Cultural. Poesia, samba de roda, metais e muitos outros rítmos faziam a festa dos participantes da Teia 2010 – Tambores Digitais.

 

Não só de discussões políticas e não só de arte se faz um evento dessa grandiosidade, porém essa Mostra está sendo algo a parte. O poeta, ator e arte-esducador, Emmanuel Marinho, do Ponto de Cultura Todas as Idades, de Dourados, mostrou ao Brasil a cultura pantaneira através de seu espetáculo Solo Para Palavras e Sanfona de Brinquedo, no espaço Teatro das Marias. Os Pontos de Cultura que encontram-se aqui conheceram versos que expressão as tradições do Mato Grosso do Sul.

 

O Grupo Raízes de Acupe, com seu samba de roda, da Bahia, colocou todos para dançar e sambar no Palco Economia Solidária. “Isso é bom demais. Esse grupos, com esses senhores tocando alegremente é belíssimo”, exclama Laila Caddah, de Teresina (PI).

 

Ao som de frevo, maracatu, ciranda, forró, entre outros rítmos, a Orquestra Popular do Ponto de Cultura Menino de Ceilândia, do Distrito Federal, também garantiu a diversão e a alegria, no Anfiteatro do centro Centro Dragão do Mar. “É icrível o que eles fazem! Acho que a utilização de instrumentos, como o clarinete, modifica a característica da música. É interessante o que a gente ouvia somente com triângulo, ser tcado numa orquestra de metais”, ressalta Luiz Nepomuceno, de Natal (RN).

 

 

Franciane Gonçalves / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

11/FEV/2010

Arte e Transformação

Meus irmãos
Tenho uma coisa a dizer
Uma coisa que padrinho
Já disse a vós micê
O que é a vida senão a arte
Cria
Expressa na pulsão das partes
O mistério que gira em torno da transformação
Uma engrenagem que vibra a combustão
Porque não, combustão de conhecimento
Troca de saberes para saber o que está acontecendo
A consciência de si, a atitude, o empoderamento
Poder que é meu, é seu, de Dona Maria e Seu Zé do Lamento
Que do lamento já se cansou
Descobriu se mestre de si mesmo e transmutou
Labutou
Labutou
Gente da terra, custou a entender seu lugar no mundo
Culto à terra, às alturas
Alçou vôo e descobriu sua cultura.
Cultura híbrida, cultura da vida, ponto de luz que acolheu sua fala tímida
Valei-me Deus que esta seja nossa sina!
Tirai o véu da opressão reprimida!
Por favor, abençoe o Programa Cultura Viva!

Poema  produzido durante o Seminário Internacional do Programa Cultura Viva - Pirinópolis, novembro/ 2009

Gabi / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

25/JAN/2010

7º Festival de Cinema de Campo Grande - Exibições em Bonito - MS

Quem veio adorou.

Estamos em Bonito dando os primeiros passos no sentido de criarmos o hábito de ir ao cinema. Se por um lado nossa população na sua maioria não valoriza ainda essa arte, temos os turistas, que passando pela cidade, se fazem presentes e fazem questão de ressaltar o valor da iniciativa.

 

Ressalvas também para a seleção de filmes, muito bem escolhida e com uma variedade que agradou gostos e faixas etárias diversas. E o material impresso, muito bom!

 

O filme O Homem que Engarrafava Nuvens,, do diretor Lírio Ferreira, foi o de maior audiência e repercussão. De boca em boca, muito bem falado, acabou por criar um “muxoxo” entre os que não vieram ou não sabiam, tanto que vieram aventar a possibilidade de termos outra sessão. Uma turista de São Paulo se surpreendeu, comentando que a mostra realmente é muito boa, visto os títulos e este longa em especial, o qual ela expressou o desejo de assistir em sua cidade.

 

Os curtas foram deliciosos e a "sala de exibição" veio abaixo com gargalhadas dos turistas. Especialmente os curtas Bom Dia, Meu Nome é Sheila ou Como Trabalhar em Telemarketing e Ganhar um Vale-coxinha, com direção de Ângelo Defanti, Ernesto no País do Futebol, de André Coelho Mendes e o hilário Os Filmes que Não Fiz, do diretor Gilberto Scarpa.

 

 

Povo Marcado, documentário de Luciana Lopez e Werinton Kermes, também repercutiu bem, gerando comentários e reflexões.

 

Nossa "sala de projeção" é mambembe. Tela, caixa de som com amplificador, data-show e note-book. A platéia é bem nossa “cara”, com lugares que variam de cadeiras convencionais a todo tipo de assento feitos em nossas oficinas com reaproveitamento. Na verdade esse é o nosso charme!

 

Sentimo-nos honrados de poder contribuir e fazer parte de tamanha iniciativa cultural.

 

Nosso muito obrigado!

 

Ronald Rosa - Gerente da Associação dos Amigos da Brazil Bonito / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

11/DEZ/2009

O Velho Griô reúne saberes durante o Festival

“O marinheiro...é hora...

É hora de trabalhar...”

Com esses versos, Márcio Caires, o Velho Griô, chama os aprendizes à compartilhar suas histórias e vivenciar um pouco do universo Griô. Com cantigas, batuques e muita energia positiva, o Velho Griô abre as portas do mundo da tradição oral revelando contos e saberes populares. A Oficina Pedagogia Griô, uma iniciativa do Pontão de Cultura Ação Griô Nacional, de Lençóis, Bahia, mantém viva os ensinamentos da oralidade, que tem significado muito importante para a memória de um povo.

O Velho Griô chamou e prontamente todos entraram no ritmo nordestino e seguiram em fila, cantando e dançando, até formar-se uma roda, símbolo de força e revelação na arte Griô. Após a primeira conversa com os participantes da Oficina, Márcio começou a contar sobre sua vivência, sobre as histórias de suas andanças pelo Brasil a fora, em especial, sua terra, Lençóis, que cultiva essa sabedoria, influenciando os mais jovens.

Momentos de silêncio, abraços e conversas com quem está ao lado, assim a Oficina toma forma mostrando a importância do contato com o próximo, do cultivo de tradições, da preservação cultural, da valorização da ancestralidade e o poder da palavra. Márcio estimula os alunos a contarem seus “causos” de maneira que a história possa ser levada adiante, porém sem que a referência seja perdida. Pois antes de começar o conto, o Velho Griô sempre pede licença a quem o vivenciou.

A Pedagogia Griô é uma referência ao que se deve ser aplicado nos encontros, caminhadas, escolas e por onde os Mestres passam, pois a proposta é manter viva a chama Griô, começando pelas crianças. A proposta de um diálogo com a escola é fundamental para que os jovens prestigiem a sabedoria popular e aprendam a importância da tradição oral.

Os dois dias da Oficina marcaram quem participou. Pedagogos, gestores de Pontos de Cultura, atores e quem gosta e cultiva a cultura popular, além de prestigia-la, ficou encantado pela simplicidade e alegria de Márcio Caires, que percebeu a necessidade de fomentar a Pedagogia Griô no Mato Grosso do Sul por ter tantos mestres ainda não descobertos e incentivados em cultivar a oralidade por aqui.

Franciane Gonçalves - Ass. de Imprensa / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

10/DEZ/2009

A diversidade na Mostra Audiovisual Culturas Populares

A Mostra Audiovisual Culturas Populares revelou um mundo em que as tradições e costumes convivem harmoniosamente em todo o Brasil, porém com suas particularidades.

O primeiro filme exibido foi Teia 2008 – Iguais na Diversidade, que mostrou como foi o evento em Brasília. Impressionante a energia positiva que emana daquelas pessoas que se encontraram com um único objetivo, zelar pela diversidade no país. Logo após a exibição, o público teve a oportunidade de conversar com o editor do filme, Angel Luis, que está no encontro para ministrar a Oficina de Edição de Vídeo em Software. No bate-papo Angel comentou como foi o processo de produção e finalização do filme.

Após o filme de Angel, O Rosto no Espelho, de Renato Tapajós, se deteve a mostrar algumas particularidades culturais, como a caminhada do Velho Griô, que pela cidade de Lençóis, na Bahia, leva seus saberes às casas e às escolas da comunidade. Revela a festa de uma tribo indígena, que comemora todos os anos a data da posse de suas terras.

No segundo dia foi exibido em a Folia dos Malaquias, de Lú Bigatão, a tradicional festa de uma família que leva fé à comunidade rural, fazendo uma cavalgada de 45 dias, carregando uma bandeira que representa um momento único para aquelas pessoas. Na conversa, seqüência do filme, o público sentiu a importância do cultivo dessa raiz.

Franciane Gonçalves - Ass. de Imprensa / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

10/DEZ/2009

Meu olhar sobre a Oficina de Planejamento Financeiro, Organização Contábil e Prestação de Contas

A iniciativa do Pontão de Cultura Guaicuru através de seus administradores Andréa Freire e Belchior, que observando as dificuldades de gestores culturais, buscaram alternativas diretamente na sua fonte, com informações e um esclarecimento transparente, que nos proporcionasse nesses dois dias.

Através da colaboração FCMS (Madalena) e FUNDAC (Gilberto), no qual ministraram as oficinas de Planejamento Financeiro, Organização Contábil e Prestação de Contas, eu classifico de uma troca extremamente importante para os Pontos de Cultura, Casas Brasil, instituições e ao próprio governo estadual, municipal e federal, pois assim atenderemos as exigências devidamente como solicitadas evitando transtornos futuros para ambos.

Vivencio a realidade, e executar um projeto é fácil, mas a parte técnica e burocrática que lidamos no dia-dia é um assunto complexo e riquíssimo de detalhes, que muitas vezes passam despercebidos, mas no final podem até implicar no embaraço do projeto, portanto discutir e compartilhar experiências, ajuda a facilitar e minimizar o caminho a ser percorrido.

Agradeço e parabenizo o Pontão de Cultura Guaicuru a preocupação e incentivo aos gestores e produtores que trabalham para a propagação da arte no Mato Grosso do Sul.

Belkiz Duarte Freire - Coordenadora da Unidade Casa Brasil / Instituto Delta de Educação / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

09/DEZ/2009

Oficina Planejamento Financeiro, Organização Contábil e Prestação de Contas tem saldo positivo no Festival Culturas Populares

Tentar esclarecer as dúvidas de quem trabalha com a parte financeira dos projetos, dessa maneira a Oficina Planejamento Financeiro, Organização Contábil e Prestação de Contas, ministrada por Belchior Cabral, coordenador do Pontão Guaicuru, Gilberto Gonçalves, contabilista da Fundac e Madalena Rodrigues, gerente de administração e finanças da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, leva como administrar e reconhecer falhas nesse meio.

 

No primeiro dia foi dada uma introdução sobre a importância do trabalho financeiro de uma entidade. Cada um falou sobre suas experiências no ramo, de modo que os ministrantes pudessem verificar as dificuldades singulares que as instituições passam. “Percebo que quando tem que mexer com o financeiro, as pessoas tem um certo receio, mas alguém tem que fazer”, relata Júlio César de Freitas Samaniego, do Ponto de Cultura Geração de Renda, ligado ao MST.

 

Representantes de Ponto de Cultura, Casa Brasil e pessoas que se interessam por projetos independentes, estiveram presentes e colocaram suas dúvidas aos ministrantes, que apresentaram suas experiências, mostrando que a área não é um “bicho de sete cabeças”. Belchior e Gilberto, apresentaram planilhas e detalharam como deveriam ser preenchidas, pois segundo Gilberto, o importante é manter o foco no edital e perceber suas necessidades, dessa maneira o trabalho ocorre com maior facilidade.

 

No geral, as dúvidas e receios forma sanados tornando o assunto mais próximo de todos.

 

Segunda Etapa

 

No segundo dia, os assunto da palestra ficaram em torno dos editais da Fundac e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o Fundo Municipal de Investimentos Culturais – FMIC e o Fundo de Investimentos Culturais – FIC – respectivamente. Gilberto Gonçalves e Madalena Rodrigues esclareceram dúvidas a respeito dos editais e colocaram aos alunos as principais necessidades que sentem na hora da seleção, pois na maior parte das vezes a documentação está incompleta ou o proponente está com débitos junto à Receita Federal.

Franciane Gonçalves - Ass. de Imprensa / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

09/DEZ/2009

Oficina de Edição em Software Livre ensina trabalhar com novo conceito de edição

A Oficina de Edição de Vídeo em Software Livre, ministrada por Angel Luis, começou nesta segunda-feira (7) com um bate-papo sobre a finalidade dos programas livres e o preconceito que ainda impera sobre esse tipo de ferramenta. O objetivo da Oficina é familiarizar o aprendiz com programa Cinelerra, um dos mais usados no meio “livre”.

 

Durante a conversa, dúvidas e indagações sobre a ferramenta foram surgindo, pois a maioria está acostumado com programas proprietários e dar o primeiro passo, para muitos, é o mais difícil. Porém, Angel deixou clara a intenção do trabalho, pois as ferramentas livres, apesar de não serem muito conhecidas, não deixam a desejar na hora da edição, o editor pode brincar com as imagens, assim como nos proprietários, porém com a proposta “livre”, ou seja, que não precisaria dispor de um valor alto para obter tal mecanismo no seu computador.

 

Os alunos contemplam várias áreas, desde representante do MST até acadêmico da UFMS. A Oficina caminha por todos os passos do Cinelerra, desde a instalação do programa ao produto final. Já é a segunda vez que Angel vem ao Pontão Guaicuru. Na primeira, ministrou a mesma oficina no Encontro no Ponto, evento que reuniu Pontos de Cultura de várias regiões brasileiras.

Franciane Gonçalves - Ass. de Imprensa / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

04/DEZ/2009

A estréia - Grupo Juventude Indígena Teatral - Dourados (MS)

Dentre os olhares baixos com risos de vergonha e sinceridade fui ingressando em um universo tão aparentemente distante mas na verdade tão próximo ao meu. Assumir as aulas, o compromisso como um todo, me deu um misto de alegria e preocupação, justamente por trabalhar com um segmento do qual tinha pouca proximidade. Nas aldeias, com a minha chegada, havia então um novo “professor”, necessitando de adaptação com ambiente e em busca da relação de confiança e proximidade que se precisa para trabalhar, antes de qualquer coisa.

 

E observando ao redor , toda a natureza e contato que se tem com ela, pensei, por que não explorar os próprios elementos da natureza e misturar essas vivências e percepções aos temas que gostaríamos de trabalhar? E nisso fomos dialogando e construindo cada etapa, unindo os exercícios aplicados aos temas, partindo da reflexão e conversa para posteriormente pensá-la como cena.

 

Primeira apresentação... frio na barriga... uma frase? Suerte oreva e a “sorte à todos” está lançada! Total de três sessões, para a divisão da escola e pelo número de público, respiração... ansiedade... aplausos... alívio... agora? À espera da viagem...”

 

Isis Anunciato / 0 comentários

Pontão De Cultura Guaicuru

03/DEZ/2009

Reis da Liberdade mostram no palco a força de ZUMBI

O espetáculo “ZUMBI” constitui-se de pequenos quadros interligados pela temática da história do negro no Brasil, especialmente no que concerne à formação do quilombo de Palmares, o maior movimento de resistência da comunidade negra na época da escravidão no Brasil. Livremente inspirado do texto de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri “Arena conta: Zumbi”, o espetáculo faz, de maneira poética e não-linear, uma homenagem a todos os que lutam pela liberdade e por uma terra na qual o homem ajude o homem.

A montagem teve início em julho deste ano, por meio de uma leitura dramatizada que o grupo realizou sob minha direção. Trabalhamos meses seguidos na leitura, fazendo oficinas sobre o tema, falando sobre Paulo Freire e discutindo conceitos sobre escravidão, que pudessem trazer mais proximidade ao grupo. Ao realizar a leitura de “Arena conta: Zumbi”, o grupo percebeu que o texto tinha muito a ver com as histórias que todos gostariam de contar, pois traz em seu contexto as histórias dos nossos antepassados, reafirmando a cultura negra pelo viés do próprio povo escravizado.

Assim, resolvemos em conjunto que este seria o texto da montagem. O processo passou por transformações e começamos uma nova etapa, na qual improvisávamos cenas a respeito do texto inicial. Foi então nascendo, aos poucos, um esboço do espetáculo que, ao estrear comoveu muito o público que se viu diante de uma sensação rara, na qual pode experimentar ouvir a voz dos escravos e desfrutar de belos textos e músicas que intensificam a luta de um povo por liberdade e que ainda servem como uma pequena amostra do paradoxo em que a sociedade se encontra no que diz respeito a formação de um povo e sua eterna busca por uma terra na qual um ideal de igualdade de oportunidades seja possível.

O grupo “Reis da liberdade” já se apresentou com esse espetáculo quatro vezes este ano e ainda tem um longo caminho pela frente. Tanto em relação a quantidade de apresentações, quanto ao crescimento possível que o espetáculo ainda pode alcançar. 

Aline Duenha / 0 comentários